Publicado em 08 de julho de 2015 às 08:21

O que é a febre zika?



É mais uma doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, que chegou ao Brasil em 2014, trazida provavelmente por turistas que vieram acompanhar a Copa. Seus sintomas são semelhantes aos da dengue e da chikungunya: exantema (erupção cutânea), dor de cabeça, no corpo e nas articulações, vermelhidão nos olhos, náuseas. Causa ainda fotofobia, conjuntivite e coceira intensa. Com um período de incubação de três a 12 dias, sua evolução geralmente é branda e os sintomas duram em geral de dois a sete dias. Apenas 18% dos infectados apresentam manifestações clínicas da doença.
A febre Zika é causada por um flavivírus do mesmo nome, da mesma família dos vírus que transmitem a febre amarela, dengue, encefalite do Nilo Ocidental e chikungunya. Há duas cepas do vírus Zika: uma africana e outra asiática. A cepa em circulação no nordeste do Brasil parece ser a asiática, esclarece a chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), Claudia Nunes Duarte dos Santos.

História
O vírus Zika foi isolado pela primeira vez em um macaco Rhesus, usado como sentinela para a febre amarela, em 1947, na floresta do mesmo nome em Uganda. Cerca de 20 anos depois, foi detectado em na Nigéria. A doença é endêmica a leste e oeste do continente africano e em algumas áreas do Sudeste Asiático.
O primeiro grande surto de febre Zika fora das áreas endêmicas ocorreu em 2007 na ilha de Yap, Micronésia. Desde então, ocorreram casos esporádicos em pessoas que viajaram para as áreas em endêmicas. Em 2013, houve uma epidemia na Polinésia francesa. Em fevereiro de 2014, registrou-se, na ilha de Páscoa, o primeiro caso de febre Zika autóctone nas Américas.
 
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Coinfecção
Em colaboração com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a equipe da Fiocruz identificou a presença do vírus Zika em amostras coletadas durante o surto no Nordeste, confirmando o resultado pelo sequenciamento do genoma viral.
O grupo da Fiocruz ressalta a importância do estudo no planejamento de ações de vigilância epidemiológica, bem como na investigação do impacto de coninfecções pelos vírus da dengue, chikungunya e Zika.
Em 2013, a Polinésia francesa sofreu epidemias simultâneas de dengue e febre Zika. Foram cerca de 10 mil casos de infecção pelo vírus Zika, sendo que pela primeira vez foram registrados casos graves, com complicações neurológicas (síndrome de Guillain Barré e meningoencefalite) ou autoimunes (leucopenia, púrpura trombocitopênica).
"Não temos como medir as consequências da coinfeccção ou de infecções sucessivas pelos três vírus em um paciente, " afirma Claudia Nunes, para quem é necessário uma investigação profunda buscando esclarecer os aspectos clínicos e adequar o tratamento.


Fonte: Invivo - Fiocruz





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