Publicado em 23 de julho de 2015 às 14:27

Puberdade: entenda as transformações dessa fase



A partir da concepção de um novo ser, o desenvolvimento é demarcado por fases, e há aquela etapa em que o indivíduo não é mais criança, mas também ainda não carrega a responsabilidade da vida adulta. A puberdade é uma fase de transição, como um prenúncio da adolescência, em que ocorrem as mudanças físicas e biológicas.
Enquanto a adolescência compõe um período grande, de mais ou menos dez anos, de transformação (lenta e gradual) biológica, psicológica, social e cerebral, a puberdade ocorre num período bem mais curto (entre dois a quatro) e chega sem pedir licença.
“É perceptível como o jeito da pessoa muda. Os hormônios começam a ser produzidos, o indivíduo começa a sair daquele corpo franzino de criança para virar adulto. Teoricamente, está preparado para se reproduzir.
 
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Está alto, forte, com todos os seus contornos. E isso tudo acontece muito rapidamente”, detalha doutor Benito Lourenço, hebiatra e coordenador da Unidade de Adolescentes do Instituto da Criança.
O anúncio nas meninas
Doutor Benito explica que o primeiro sinal de que a menina entrou na puberdade não é o aparecimento dos pelos pubianos e sim quando o seio desponta (o chamado broto mamário). “Pode ser que apareça apenas um carocinho de um lado só ou os dois de uma vez. Essa assimetria, no começo é supernormal. Também pode ocorrer de a menina se queixar de dor ou sentir a aréola mais sensível”, ressalta o hebiatra.
Hoje, a puberdade das garotas normalmente acontece em torno dos nove a dez anos. Mas, se até os 13 anos não despontarem os sinais, vale a pena investigar com o pediatra.
A puberdade nos meninos
Diferentemente do que alguns pensam, o aumento do pênis não indica o início da puberdade para os garotos. “O ponto de partida, na verdade, é o crescimento dos testículos, que atingem 2,5 cm de altura e passa a produzir os hormônios masculinos, como a testosterona. O pênis irá se desenvolver apenas dois anos após esse primeiro sinal, em geral, entre os 10,5 e 11 anos. Todo desenvolvimento do menino ocorre de maneira mais lenta se comparado ao da menina”, afirma doutor Benito.
Mediante o primeiro sinal da puberdade tanto nos meninos como nas meninas, é dada a largada para alguns marcos do desenvolvimento:
- Estirão da puberdade
Durante a infância, crescemos por ano entre 4 a 6 cm. Na puberdade, o indivíduo pode crescer de 8 até 12 cm por ano, crescimento auge da nossa vida. Sem esquecer de que o estirão começa pelas pontas: primeiro mãos e pés, depois pernas, braços e lá no fim tronco. Por isso é comum reconhecer nos adolescentes aquele andar e jeito desengonçados.
- Dimorfismo sexual
O corpo adquire forma masculina ou feminina. Se, durante a infância, não era possível identificar o sexo de um bebê de costas, durante a puberdade sim. Nos meninos, identificamos crescimento dos ombros e a menina começa a depositar gordura no quadril, tomando aquela forma violão.
- Todos os órgãos do nosso corpo crescem durante a puberdade
Rim, pulmão, intestino, sangue, olho. Tudo se desenvolve. Doutor Benito recomenda inclusive que o pré-adolescente passe em consulta com um oftalmologista, pois, geralmente, é durante a puberdade que disfunções oftalmológicas, como a miopia, podem aparecer.
- Maturidade sexual
Dizem que a puberdade nada mais é do que uma série de transformações que acontecem no corpo para preparar o jovem para reproduzir. A puberdade preparar do ponto de vista físico e a adolescência do ponto de vista emocional.
Para as meninas, a menarca, primeira menstruação, é um dos últimos fenômenos puberais. “Eis um sinal de que o turbilhão de mudanças terminou, assim como o auge do crescimento. Após a menstruação, em geral, as meninas crescem apenas mais 5 a 7 centímetros no total”.
Ao longo dos últimos cinquenta anos, observa-se um adiantamento da puberdade e, consequentemente, da adolescência. “Antigamente, a menina menstruava pela primeira vez aos 16 e hoje a média é aos 12. Isso ocorreu devido à melhora na oferta dos alimentos para as crianças, à prática de atividade física, à qualidade de vida”, conclui doutor Benito.

Fonte: EBC





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